Les Amis de Lusofolie's

Les Amis de Lusofolie's LES AMIS DE LUSOFOLIE'S a pour objectif de développer et soutenir les activités culturelles lusophones
LES AMIS DE LUSOFOLIE'S est une association loi 1901, elle a pour but de développer et soutenir les activités culturelles LUSOPHONE (présentations de livres, expositions, débats ,semaines de la gastronomie, contes bilingues pour les enfants,Club de Poésie, Club de découverte de Jeunes Ecrivains, Cours de Guitare Portugaise et Cavaquinho, aide aux jeunes artistes, édition ,de petits concerts de musique...) dans une ambiance conviviale, de respect et de partage.
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15/11/2019

INSCRIPTION SUR LES LISTES ELECTORALES JUSQU'AU 7 FEVRIER 2020

Penso que para os portugueses que vivem em França as eleições da "Mairies" são mais importantes do que as eleições de dois deputados portugueses pelo Circulo da Europa.

As nossas vidas estão instaladas neste pais. A educação dos nossos filhos e ja netos é em França que se obtem. O ensino, o trabalho, os lazeres, a saude, as reformas é aqui em França que nos temos que lutar.Portugal nega-nos quase tudo, mesmo aquilo a que temos direito : Ensino e Cultura para os nossos filhos e netos. Tudo o que temos em Portugal foi conquistado com o nosso trabalho e suor, com as nossas economias e privações. Segundo o Banco de Portugal, os emigrantes portugueses enviaram 6.000€ por MINUTO para o nosso pais. O que é que recebemos em troca ?

Aller voter est un droit mais aussi un devoir civique.Pour ce faire, il est impératif d'être inscrit sur les listes électorales. Les Portugais qui ne l'ont pas déjà fait ont JUSQU'AU 7 FEVRIER 2020 pour effectuer cette démarche. On peut s'inscrire:

° sur internet, via le site "service-public.fr" ;
° à l'hôtel de ville ou dans les mairies annexes;
° par courrier, en renvoyant à la mairie le formulaire d'inscription disponible sur "sevice-public.fr" avec les pièces à fournir

13/11/2019

SAO MARTINHO e A MEMORIA

O cheiro das castanhas assadas vindas de Portugal populava por todo o lado em Paris e por toda a região. O vinho quente,a Jeropiga, a agua-pé ajudavam a bater o pé ao som dos bombos e das concertinas.

Povo Português da Diaspora que canta, baila, bebe e enferrusca as mãos com as castanhas assadas. Povo valente, Povo trabalhador, Povo envelhecido pelas doenças ,pela velhice mas Povo rejuvenecido pelos filhos e netos ja ca nascidos. Povo Bendito! Povo meu!

No meio deste barulho, uma sala cheio deste Povo na Casa de Portugal -Cidade Universitaria de Paris, faziamos um minuto de silêncio em MEMORIA dos Emigrantes Portugueses que tinham lutado contra o nazismo e "Mort pour la France". Fuzilados pela Liberdade.

Povo Meu!

Obrigado pela vossa presença

06/11/2019

LE MESSAGE D'UN LIVRE N° 7

J'ai reçu de Bretagne ce message:

" Les héros (portugais) antinazis en France

Un projet intéressant sur un épisode inconnu de la libération de la France. Cette mémoire me semble important. Personnellement j'ignorais totalement qu'il y avait eu des portugais à participer à la libération; j'aimerais lire ce livre lorsqu'il paraîtra en Français et j'en parlerai autour de moi, par exemple à la responsable de la bibliothèque de mon quartier que j'ai connais bien; à Rennes il faudrait le proposer aussi aux Champs Libres ( en tant que lecteur abonné on peut toujours essayer de demander comme achat).

Je pense aussi qu'il serait important de faire connître ce livre au Mémorial de la Paix à Caen, visité il y a peu de temps car cela élargirait sans doute un peu leur vision des choses trop simpliste et guerrière à mon goût, mais la il faudrait sans doute connaître la personne ad hoc à qui s'adresser ce qui n'est pas mon cas.
Amicalement , Marie "

A l antenne en direct, les portugais pendant la resistance française, presentation du Livre de Barata Feyo le 10 novembr...
03/11/2019
À l'antenne - Radio Alfa

A l antenne en direct, les portugais pendant la resistance française, presentation du Livre de Barata Feyo le 10 novembre à la maison du Portugal, cité universitaire.

02/11/2019

DIA DOS FIEIS DEFUNTOS...
ESSES EMIGRANTES PORTUGUESES "MORT POUR LA FRANCE" N°6

Não foi por acaso que escolhemos o 10 de NOVEMBRO para comemorarmos todos estes homens e mulheres , ignorados por todos,que lutaram contra o nazismo e morreram pela França.

O mês de NOVEMBRO traz ao nosso Espirito a lembrança Daqueles que partiram : Avos, pais, irmãos,parentes e amigos… A minha irmã Fernanda partiu em Junho...Sinto a sua falta.
Neste dia de "Fiéis Defuntos" dedico o meu Pensamento a todos os emigrantes que encontraram a morte nas estradas que levam a Portugal, procuravam um raio de sol na Terra Mãe. Quem não assistiu nas nossas vidas a este drama?

O meu Pensamento vai também para todos emigrantes de França que morreram nos "chantiers" de construção das casas dos franceses, das estradas, do metro de Paris,no po dos campos de agricultura ou no meio do ruido das maquinas da fabrica. Um Pensamento especial para aqueles e aquelas que morreram na solidão de um quarto ao num leito do hospital.

Para os crentes: DAI-LHE SENHOR O ETERNO DESCANSO

Para os não crentes: CONTINUAI A CONSTRUIR A CIDADE NOVA DOS HOMENS NESTA TERRA.

01/11/2019

APELO A TODOS OS PORTUGUESES PARA A PRESERVACÃO DA NOSSA MEMORIA EM TERRAS FRANCESAS N°5

Não sou pelos comunitarismos na sociedade francesa. Como sociologo posso afirmar que os Portugueses de França podem ser tomados como um bom exemplo de integração na sociedade francesa. Também a Republica Francesa nos deu mais do que um Portugal salazarista: pobre, analfabeto, inculto, injusto… Mas foi (e é) a Terra dos nossos avos, pais ,familiares e amigos.

Houve mulheres e homens que, antes da grande vaga de emigração dos anos 60/70, vieram para a França à procura de pão e de dignidade. Foi nesta altura, durante a II Guerra Mundial, que combateram a "bête noire" do nazismo ,a ocupação alemã em terras francesas.

Portugal nessa altura era neutro, não entrou na II Guerra, esses emigrantes portugueses poderiam ter vivido "à sombra da bananeira" e tratarem das suas vidinhas. Não quiseram a tranquilidade das aldeias e cidades e entraram na Resistencia contra os alemães. Lutaram e morreram pela França em nome da Liberdade.

Temos um programa bem traçado :

1) Dar um sentido de Povo Português com a realização deste evento historico na Casa de Portugal - Cité Internationale Universitaire - 7 Boulevard Jourdan 75014 Paris às 15h.
VENHAM , ENTRADA LIVRE.

2) Incentivar os Portugueses de França a inscreverem-se nas "Mairies" nas listas eleitorais até 7 FEVEREIRO 2020 para votaram nas eleições autarticas de 15 e 22 de MARCO.

3) Continuaremos a falar com o Presidente da Câmara do Porto Dr. Rui Moreira, mentor desta pesquisa historica, e com a Editora portuguesa, para a . tradução do livro de José Manuel Barata-Feyo. Ja temos tradutor e contactos com algumas editoras francesas.

4) Pensamos fazer apresentação do livro em francês na Mairie de Paris (Hotel de Ville) logo que os grupos politicos eleitos estejam constituidos e em ação. Teremos também a possibilidade de fazermos um lançamento do livro no "Musée de la Libération de Paris - musée générale Leclerc - musée Jean Moulin" inaugurado no 25 de agosto na Place Denfert-Rocherau.

5) Divulgação e distribuição do livro em francês nas bibliotecas nacionais, universitarias e sobretudo na BIBLIOTECAS MUNICIPAIS com a ajuda dos eleitos locais de origem portuguesa ( e não so).

A vossa PRESENCA no 10 de NOVEMBRO é importante para realizarmos este caminho traçado pelo Convivium Lusophone.

Bruno Heitor, Presidente da Associação Convivium Lusophone

João Heitor, Livreiro/editor, Agente Cultural

29/10/2019

ESSES HEROIS EMIGRANTES ESQUECIDOS DURANTE TANTOS ANOS N°4

Confesso, se tivesse quatro filhos, se teria coragem de entrar na Resistência durante a ocupação nazista em França. Leiam com atenção o testemunho do português que esta no livro de José Manuel Barata-Feyo que vai ser apresentado no Domingo 10 de Novembro às 15h -Maison du Portugal - Cité Internationale Universitaire 7 Boulevard Jourdan -75014 Paris RER Cité Universitaire.

" RICHARD LOPES (8 de Outubro 1888) RFI
Filho de Francisco da Silva Lopes e de Matilde dos Santos.Casado com Marie Anne Rocchia, pai de QUATRO filhos. Vivia e trabalhava na região de Paris, onde exercia a profissão de mecânico. Militante comunista, escondia em sua casa uma tipografia clandestina. Denunciado pelos vizinhos, foi preso pela policia francesa, entregue aos alemães e deportado para o campo de concentração de Neuengamme.Foi posteriormente transferido para o campo de Bergen Belren, onde viria a morrer em Maio 1945."

"Mort pour la France"

Emigrantes portugueses humildes, simples que lutaram pela LIBERDADE. Esses Herois esquecidos. Nossa Honra.

RFI - Resistance Interieur Française
Os elementos de Resistencia que mereceram uma pensão alimentar.

27/10/2019

UM PEDIDO AOS FILHOS E NETOS DE ORIGEM PORTUGUESA QUE VIVEM EM FRANCA N°3

Caros Jovens,

Ontem (sabado), assisti no "Musée National de l'histoire de l'immigration- Paris" a uma comovente homenagem ao falecido humanista e fotografo Gérald Bloncourt.

Com a sua maquina fotografica escreveu uma das paginas mais negras da Historia Contemporânea de Portugal: O Salto,as crianças, a lama, o frio, o calor, a separação das familias, a exploração… As suas fotografias transmitem uma mensagem : Não mais miséria, não mais "bidonvilles" às portas das nossas cidades.

Talvez os teus pais, os teus avos passaram por esse "bidonville". Sairam da lama e construiram as sua casas.Criaram e educaram os filhos. Es tu. São outros. Os teus pais são Herois.

Antes da emigração dos anos 60/70 também houve emigrantes portugueses que foram Herois. Lutaram contra o nazismo, entraram na resistência contra a ocupação alemã.
Até agora foram ignorados tanto por Portugal como pela França.
O livro recente do jornalista JOSE MANUEL BARA-FEYO

" A SOMBRA DOS HEROIS - A Historia Desconhecida Dos Resistentes Portugueses Que Lutaram Contra o Nazismo".

põe o dedo sobre a ferida deste esquecimento. A "Sombra dos Herois" dà vida à historia desconhecida de centenas de homens e mulheres de carne e osso, lutadores de excepção,num relato fascinante sobre a resistência e abnegação humanas.

Cidadãos de um pais neutro (Portugal), centenas de emigrantes portugueses podiam ter-se adaptado às circunstâncias e ao "diktad" do invasor alemão. Em vez disso deixaram o conforto relativo das suas familias, das suas casas e dos seus empregos, esqueceram o interesse proprio, e lançaram-se num combate Desigual pela liberdade.

MEU PEDIDO :
Gostaria que muitos os jovens estivessem no lançamento do livro na presença do autor que vai vir expressamente de Portugal:

DOMINGO 10 NOVEMBRO às 10h :

CASA DE MORTUGAL
Cité Internationale Universitaire de Paris
7 Boulevard Jourdan - 75014 Paris
RER Cité Universitaire

ENTRADA LIVRE

Informações : Tel 06 12 80 73 29

25/10/2019

RECADO AOS JOVENS DE ORIGEM PORTUGUESA DE FRANCA N°2

Caro Jovem,
Em Portugal, até hoje, pouco se sabe sobre os emigrantes portugueses vitimas dos nazis em França. Mas se é assim em relação às vitimas, a ignorância é absoluta no que respeita às centenas de homens e mulheres que combateram os nazis durante a ocupação da frança.

Proporcionalmente , houve mais portugueses que franceses a combater os nazis. Cidadãos de um pais neutro, podiam ter-se acomodado à ocupação alemã; em vez disso, pegaram em armas e lutaram. Talvez um familiar teu, um amigo da tua familia,uma pessoa da terra dos teus pais e avos estava no meio deles, desses bravos que morreram pela LIBERDADE.

Ignorados como um todo pelos franceses,e todos ignorados em Portugal. As paginas que escreveram em França estão gravadas a sangue e lagrimas e medo - e coragem. Em todas essas paginas perpassa um sopro de Heroismo.

O jornalista e escritor JOSE MANUEL BARA-FEYO vira de Portugal para nos falar e apresentar o seu livro:

" A SOMBRA DOS HEROIS - A Historia Desconhecida Dos Resistentes Portugueses Que Lutaram Contra o Nazismo"
Editora Clube do Autor

DOMINGO 10 de NOVEMBRO às 15h

MAISON DU PORTUGAL
Cité Internationale Universitaire de Paris
7 Boulevard Jourdan - 75014 Paris
RER Cité Universitaire

ENTRADA LIVRE Informação : Tel 06 12 80 73 29

JOVENS FRANCESES DE ORIGEM PORTUGUESA 'FIERS" DAS VOSSAS ORIGENS      ( e também menos jovens,para todos os Portugueses)...
23/10/2019

JOVENS FRANCESES DE ORIGEM PORTUGUESA 'FIERS" DAS VOSSAS ORIGENS
( e também menos jovens,para todos os Portugueses)

UMA DAS MAIS BELAS PAGINAS DA HISTORIA DOS PORTUGUESES EM FRANCA

A investigação do jornalista e escritor

JOSE MANUEL BARATA-FEYO

levanta o véu sobre a participação dos emigrantes portugueses na RESISTÊNCIA à OCUPACÃO NAZI.

Estesemigrantes arriscaram a vida, muitas vezes sozinhos,outras vezes em pequenos grupos. Participaram em grandes batalhas, emepisodios esquecidos da II Guerra Mundial, em pequenos ataques de sabotagem, emcombates contra o exército alemão ou as forças do Governo colaboracionista de Vichy. Uns morreram antes de mesmo de desenvolverem a sua actividade de resistência ou quando davam os primeiros passos nela.Outros serviram de espiões, angariaram informação importante para o esforço, ajudaram prisioneiros a escapar,abrigaram,alimentaram, transportaram homens que teriam morrido às mãos do inimigo, combateram o exército alemão na Legião Estrangeiranuma das mais famosas batalhas do Norte de Africa: Bir Hakeim.

Durante anos, a participação dos emigrantes portugueses na Resitência francesa foi ignorada, enterrada nos arquivos, negada pelos assuntos generalizados de que os portugueses não estiveram na luta. Barata-Feyo, que viveu esilado em França onde se formou em Filosofia, mergulhou em arquivos,falou com algumas fontes e soccorreu-se da parca bibliografia publicada para contar essa "historia desconhecida dos resistentes portugueses que lutaramcontra o nazismo". Lutaram pela LIBERDADE.

DOMINGO 10 DE NOVEMBRO às15h
Sera apresentado com a presença do autor, vindo de Portugal,o livro:

" A SOMBRA DOS HEROIS - A Historia Desconhecida Dos ResistentesPortugueses Que Lutaram Contra o Nazismo" . Editora Clube do Livro

MAISON DU PORTUGAL
Cité Internationale Universitaire de Paris
7 Boulevard Jourdan - 75014 Paris
RER Cité Universitaire

ENTRADA LIVRE Jovens! (e menos jovens) venham saudar os nossos Herois que lutaram pela Liberdade.
Ca vos esperamos

Bruno Heitot, Presidente da Associação Convivium Lusophone

Convivium Lusophone
16/09/2019

Convivium Lusophone

Convivium Lusophone
15/09/2019

Convivium Lusophone

Lunch litteraire du 14 septembre 2019 à l'honneur de la poésie bresilienne

Pour ceux qui recherchent une activité sportive  à la rentrée, nous vous suggerons la capoeira avec Jogo Bonito Capoeira...
04/09/2019

Pour ceux qui recherchent une activité sportive à la rentrée, nous vous suggerons la capoeira avec Jogo Bonito Capoeira Paris, cours pour enfants et adultes dirigés par Contra Mestre Choco.

bonne rentrée à tous !

( informations sur les cours ci dessous )

"Back in the Game 🦁"

reprise des cours de capoeira le 11/09🔥🔥💪🏾

Nouvelle année, nouveau groupe, nouveau défi !!!

🤸🏾‍♂️Avec 1 nouveau cours pour la jeunesse le vendredi 🤸🏼‍♀️

Pour les adultes, on croise les doigts
**1 créneau en attente de conf pour le vendredi soir** 🤞🏾🤞🏾🍀

Le site est en construction mais bien là:
👇🏾👇🏾👇🏾

https://www.jogo-bonito.fr

Et le meilleur pour la fin, le lion est de retour dans sa cour!
Je reprends les cours du samedi18h à "La cour des Lions" 🦁

Je t'attends, je vous y attends mes p'tits lions.

Go Lions! 🔥🔥🔥
Jogo Bonito eu quero ver
Ensemble 🦁➕💪🏾

#capoeira #jogobonito

Chers amis, Lunch de la rentrée littéraire le samedi 14 septembre à 16h, 18 euros charcuterie fromage, vin et poesie bré...
01/09/2019

Chers amis, Lunch de la rentrée littéraire le samedi 14 septembre à 16h, 18 euros charcuterie fromage, vin et poesie brésilienne ! N'oubliez pas de reserver, à très bientôt !

Les Amis de Lusofolie's cover photo
01/09/2019

Les Amis de Lusofolie's cover photo

09/07/2019
Tambores do Pilar

Este ritual marca a passagem da moça para a condição de mulher, apta a namorar, casar e ter filhos.

A origem da capoeira sempre foi controvertida. Mestre Pastinha (1889-1981), um dos mais famosos capoeiristas da Bahia, durante muito tempo pensou que a ginga que aprendera desde criança provinha de uma mistura do batuque angolano e do candomblé dos jejes, africanos da Costa da Mina, com a dança dos caboclos da Bahia. Mas, por falta de mais conhecimentos, não podia ir muito além dessa afirmação.

Isso até a década de 1960. Foi quando uma revelação mudou completamente suas idéias sobre as origens da capoeira. À frente de sua academia, situada no Pelourinho, em Salvador, Pastinha recebeu a visita de um pintor vindo de Angola. Chamava-se Albano Neves e Sousa e afirmava que tinha visto na África uma dança semelhante ao tipo de capoeira que o mestre baiano ensinava. Só que lá chamava-se n’golo.

Até então, ninguém por aqui tinha ouvido falar de nada semelhante. A memória oral não registrava nenhuma prática ancestral específica. Muitos afirmavam, e continuam afirmando, que a capoeira teria sido inventada pelos escravos nas senzalas. Outros, que teria sido criada pelos quilombolas em sertões distantes. Estudiosos têm ressaltado o caráter urbano da capoeira, pois as fontes do século XIX só documentam sua prática por escravos africanos e crioulos (negros nascidos no Brasil) em cidades portuárias, como Rio de Janeiro e Salvador. Naquela época, era uma “brincadeira” proibida, e a grande maioria dos africanos presos por “jogar” capoeira no Rio de Janeiro era originária da África centro-ocidental, das “nações” Congo, Angola e Benguela. Em Salvador, a capoeira também era identificada como uma “brincadeira dos negros angola”. Por essa razão, faz realmente sentido buscar as raízes da capoeira na região dos atuais Congo e Angola.

O n’golo, explicou Neves e Sousa ao velho capoeirista, é dançado por rapazes nos territórios do sul de Angola, durante o ritual da puberdade das meninas. Chamado de mufico, efico ou efundula, esse ritual marca a passagem da moça para a condição de mulher, apta a namorar, casar e ter filhos. É uma grande festa em que se consome muito macau, bebida feita de um cereal chamado massambala. O objetivo do n’golo é vencer o adversário atingindo seu rosto com o pé. A dança é marcada pelas palmas, e, como na roda de capoeira, não se pode pisar fora de uma área demarcada. N’golo significa “zebra” e, de fato, alguns movimentos, em particular o golpe dado pelo pé, de costas e com as duas mãos no chão, parecem mesmo com o coice de uma zebra.

Os registros e a argumentação de Albano eram bastante convincentes. Se os africanos escravizados nas Américas lograram, apesar de condições terrivelmente adversas, adaptar suas religiões e seus rituais, assim como suas festas e danças de umbigadas, não seria lógico que também trouxessem para cá seus jogos de combate e suas artes marciais? Sabe-se que os exércitos congolês e angolano eram formados por guerreiros exímios na luta corporal. Vários cronistas destacaram a habilidade com que eles evitavam golpes, jogando o corpo para o lado de maneira imprevisível e confundindo o adversário.

Ainda que muitos dos africanos escravizados conhecessem as artes da guerra, a maioria se dedicava à agricultura ou à pecuária antes de ser aprisionada e embarcada à força para as Américas. Os povos pastores de Angola, em particular, por causa da necessidade de proteger o gado que tangiam contra eventuais gatunos, desenvolveram técnicas de combate individuais, sabendo manejar paus e outras armas contundentes contra os inimigos.

Os cronistas coloniais não forneceram descrições pormenorizadas das técnicas nem dos rituais desses antigos jogos de combate, o que torna impossível qualquer tentativa de aproximá-los da capoeira como hoje a conhecemos. Os significados culturais desses rituais também mudaram ao longo dos séculos, acompanhando a intensa transformação socioeconômica e cultural por que passou a África a partir do século XVII. Até as fronteiras étnicas foram redesenhadas antes que se chegasse à configuração atual. Assim, todas as manifestações que porventura existem hoje em Angola são expressões contemporâneas, e só têm relações tênues com os jogos de combate do tempo do tráfico negreiro.

Infelizmente, Mestre Pastinha (ver box), por ocasião da visita de Albano Neves e Sousa, já estava com a vista comprometida por uma catarata – aliás, nunca operada por falta de recursos. Isso limitava muito qualquer plano seu de divulgar a recente descoberta. Chegou a contar a história que ouviu para seus alunos mais próximos, mas não deixou nenhum registro escrito sobre o n’golo. Nem seu livro Capoeira Angola, publicado pela primeira vez em 1964, nem seus diversos manuscritos, por serem anteriores ao encontro com o pintor luso-angolano, mencionam a “dança da zebra”. Mas Albano Neves e Sousa conseguiu convencer outros brasileiros de sua teoria, entre eles o então presidente da Sociedade Brasileira de Folclore, Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).

Texto retirado da Revista de história.com.br, autorizado pelos idealizadores e produtores do Elo Perdido: Matthias Röhrig Assunção e Mestre Cobra Mansa, Disponível em: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/elo-perdido, acesso em: 19 de Maio de 2016.

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